Como otimizar seu site WordPress – Guia Definitivo

Garantir um site de sucesso exige que os desenvolvedores fiquem alguns passos à frente dos concorrentes. Uma maneira de fazer isso é ter um site rápido com alto desempenho. Isso significa proporcionar tempos de resposta rápidos para os usuários, independentemente de onde eles estão localizados geograficamente.

Felizmente, se você estiver executando um site WordPress, existem algumas maneiras de otimizar seu site e melhorar o desempenho de maneira relativamente fácil. Este guia abordará algumas dicas gerais para otimizar seu site WordPress e manter tudo funcionando sem problemas em 2020 e para sempre.

Por que Otimizar um Site é tão Importante

Paradoxalmente, os usuários da internet estão ficando mais impacientes à medida que a internet se torna mais rápida.

Quando se trata de reter novos visitantes, cada milissegundo conta, portanto, você deve garantir que todos aspectos do seu site respondam imediatamente às entradas do usuário. Você já deve ter ouvido de algumas dessas estatísticas de desempenho da web antes, mas vale a pena relembrar:

  • Um atraso de um segundo no tempo de resposta da página pode causar uma queda de 7% nas conversões.
  • Mais da metade dos sites acessados via celular são abandonados após três segundos.
  • A BBC compartilhou que estava perdendo 10% dos visitantes por cada segundo que sua página inicial demorava para carregar.
  • O AliExpress teve um aumento de 10,5% nos pedidos e um aumento de 27% nas conversões após reduzir o tempo de carregamento da página inicial em 36%.

Antes de iniciar qualquer otimização, você deve fazer o maior número possível de métricas para poder quantificar seu progresso. Agora, vamos explorar algumas maneiras gerais de acelerar seu site em WordPress.

1. Utilize o HTTP/2

Se você ainda não usa o HTTP/2, então você precisa começar agora. O protocolo HTTP/2 suporta multiplexação, paralelismo e compactação HPACK superiores, entre outros recursos que o tornam uma versão melhorada em relação ao seu antecessor. Para implementar o HTTP/2, primeiro você precisa habilitar o HTTPS. Felizmente, o HTTP/2 elimina a sobrecarga do TLS que normalmente é necessária ao usar HTTPS.

O novo protocolo deixa os sites mais rápidos e mais seguros de várias maneiras. Por exemplo, se você estiver utilizando o recurso de envio do servidor, poderá contornar o ciclo de solicitação resposta HTTP, buscando determinados arquivos antes que seu HTML seja analisado. Dessa forma, elementos de importação como logotipos, banners e CSS aparecerão antes de qualquer outra coisa.

2. Utilize CDN

Uma rede de entrega de conteúdo, ou CDN, é uma rede de servidores estrategicamente posicionados que facilitam uma entrega rápida de recursos da internet em todo o mundo. Esses pontos de presença, ou POPs, hospedam versões em cache de seus ativos para serem entregues a usuários que estão geograficamente distantes do servidor host. É assim que as CDNs reduzem a latência ou o tempo que os dados levam para trafegar pela rede.

Quando um usuário de outro país faz uma solicitação em sua página, a CDN detecta a localização do usuário e compartilha seu site no POP mais próximo. Portanto, visitantes do exterior não precisam esperar mais que os usuários locais para receber conteúdo.

As CDNs também podem descarregar a CPU e os recursos do servidor de origem para que o host não fique sobrecarregado por picos de tráfego. Portanto, ter uma CDN protege você de usar muita largura de banda, garantindo uma experiência tranquila para todos os visitantes. Se um servidor cair, o CDN automaticamente redirecionará o tráfego para o POP mais próximo.

A utilização de uma CDN também tem vantagens de SEO. O Google e outros mecanismos levam em consideração a velocidade do site em seu ranqueamento; portanto, qualquer coisa que você faça para tornar seu site mais rápido o levará mais perto de alcançar o topo dos resultados de pesquisa. Além disso, as CDNs facilitam o rastreamento de imagens e outros arquivos de mídia e aumentam a chance de que apareçam nas pesquisas de imagens do Google.

Ter uma CDN desde o início do seu projeto facilita a escalabilidade do seu site à medida que sua base de usuários cresce. Como as CDNs comerciais são criadas para aumentar a velocidade, ter um provedor CDN de confiança elimina grande parte das suposições relacionadas à otimização de sites. Em alguns casos, ter uma CDN também facilita a implementação de HTTP/2 e a entrega de conteúdo por HTTPS. Dito isto, escolher uma CDN é apenas um dos passo para melhorar o desempenho do site.

3. Compressão Brotli

O algoritmo de compressão Google Brotli é conhecido por superar o Gzip em termos de economia de tamanho.

Para aproveitar as vantagens do Brotli, seu servidor de origem deve estar ativado. O Brotli ainda é recente e, por isso, nem todos os navegadores o suportam. No entanto, você pode implementar mecanismos de fallback para que um navegador suportado solicite os recursos Brotli enquanto um navegador não suportado solicite ativos Gzip.

Como o GZIP, o Brotli deve ser usado somente para comprimir arquivos HTML, CSS, JavaScript e outros arquivos de base de texto. Tentar compactar arquivos binários, como JPEGs e MP4s, pode realmente resultar em arquivos maiores.

4. Use Resource Hints

Resource Hints aceleram a entrega de conteúdo otimizando a forma como os recursos são carregados. Eles permitem que o navegador do usuário comece a baixar arquivos antes que eles sejam realmente necessários. Por exemplo, “preload/” permite que os desenvolvedores priorizem determinados recursos e “prefetch/” instrui o navegador do usuário a baixar recursos durante o tempo ocioso. Portanto, o número de round trips necessárias para carregar a página é reduzido e as respostas às entradas do usuário parecem mais instantâneas. O WordPress introduziu o suporte para resource hints em 2016 com o WordPress 4.6. Se o seu site usa uma versão mais antiga do WordPress, agora é a hora perfeita para atualizar.

5. Escolha Formatos de Imagem de Última Geração: WebP

JPEGs e GIFs estão se tornando obsoletos ainda que em passos lentos. Novos formatos de imagem como FLIF, WebP e HEIF usam algoritmos de compactação inovadores para compactar imagens de alta qualidade em tamanhos de arquivo menores. Portanto, converter suas fotos em um desses formatos pode trazer um aumento significativo na velocidade do seu site.

A única desvantagem é que nem todos os navegadores suportam esse formato; portanto, você deve fornecer um formato alternativo para alguns usuários. Alguns navegadores que atualmente não oferecem suporte ao novo formato de imagem estão planejando fornecer suporte no futuro. Confira quais navegadores suportam esses novos formatos de imagem com a ferramenta Can I Use.

6. Testando a Velocidade do seu site WordPress

Antes de começar a jornada de otimização do seu WordPress, você precisa saber como esta o sue site comparado com os outros sites.

Testando a velocidade do seu site não é meramente uma formalidade, você pode se livrar de problemas seguindo o restante deste tutorial se seu site já tiver uma boa velocidade. Existem milhares de ferramentas uteis para indicar a performance do seu site, tais como GTmetrix, Google Page Speed.

7. Removendo plugins e temas desnecessários

É normal adicionar novas funções em seu site para mantê-lo moderno e relevante. Em sites WordPress, isto é feito via plugins e temas. Muitas vezes, novos plugins substituem funcionalidades das funções originais que não são tão funcionais. Conforme o tempo passa, você deve encontrar seu site cheio de plugins e temas que não utilizados a algum tempo.

Um número excessivo plugins, especialmente os obsoletos, podem reduzir drasticamente o desempenho do WordPress. Como uma regra geral, a primeira coisa a fazer é remover ou pelo menos desativar os plugins desnecessários quando estiver otimizando o WordPress. O ideal é que seu site tenha apenas os plugins que são essenciais para o funcionamento.

8. Minificando CSS, HTML e JavaScript

Minificar é uma das técnicas mais úteis se você quer melhorar o desempenho do seu site. Na tentativa de reduzir o tamanho dos arquivos do front-end e scripts (HTML, CSS, JS) removendo caracteres, como espaços e comentários destes arquivos. O resultado é exatamente a mesma funcionalidade sem o volume adicional. E alguns plugins podem ajudar na minificação, como Autoptimize e W3 Total Cache.

9. Dividindo conteúdos longos em páginas

Outra dica que você talvez tenha encontrado enquanto procurava formas de otimizar o WordPress é paginação. Isso significa dividir a página com conteúdos muito grandes em partes menores. Essas partes podem ser visualizadas uma por uma em páginas separadas.

Paginação é normalmente utilizado para seções de comentários em sites que carregam milhares de comentários simultaneamente utilizando muito tráfego. Você pode facilmente ativar paginação nos comentários de um site WordPress – nas configurações, acesse a seção discussões. Ali você pode determinar o número máximo de comentários por página. Um número balanceado é o recomendado. Não muitos por página, mas também, não pouco para que os usuários não precisem ficar clicando constantemente em próxima página.

Falando nisso, a paginação pode também ajudar a dividir um post ou página em páginas separadas. Isto pode ser muito útil para posts longos, pois os usuários não se identificam muito com textos grandes a primeira vista.

10. Utilizando Plugin de Cache

Cache é o mecanismo conhecido por diminuir as cargas dos servidores. Basicamente, cache é um sistema que armazena as informações que são utilizadas com frequência pelo sistema dos clientes para que o navegador não precise ficar solicitando as mesmas informações repetidamente do servidor. Cache pode melhorar substancialmente o desempenho do site, sendo assim, umas das principais técnicas para acelerar um site WordPress.

Uma variedade de plugins estão disponíveis para WordPress com diferentes tipos de cache, incluindo WP-Rocket e W3 Total Cache. Recomendamos visitar nosso guia de como utilizar WP Super Cache para ativar cache no seu site WordPress.

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